Lanterna Mágica: Katia Mesel

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📷 Cinemateca Pernambucana

Katia Mesel é um nome importante na cena cultural brasileira, em especial na pernambucana. Era na casa de Katia que muitos nomes da psicodelia de Pernambuco se reuniam no início dos anos 70 e criavam seus projetos, principalmente Lula Côrtes.  O cinema é a área principal de atuação de Katia e reproduzimos aqui o que está publicado sobre a diretora, produtora, curadora e roteirista no site Cinema Pernambucano.com.br:

“KATIA MESEL (Recife-PE, 1948) estudou arquitetura e artes gráficas na UFPE. Em 1966 abriu a Planus Programação Visual, na época, uma das empresas pioneiras na área de design em Pernambuco. Começou a filmar em Super-8 ainda estudando arquitetura. Realizou cerca de vinte documentários durante as décadas de 70 e 80, registrando aspectos da cultura popular pernambucana/nordestina, tema recorrente na sua obra. / Em 1974 faz o figurino de “”A Noite do Espantalho””, filme de Sergio Ricardo. Durante as filmagens realiza o documentário “”O Dia do Espantalho””, em super-8. Em 1978 produz “”Banguê””, seu primeiro super-8 sonoro. Em 1980 abriu a produtora Arrecife Produções Cinematográficas para se dedicar ao cinema e vídeo profissionais e à produção de comerciais. Nesta década produz cinco curtas-metragens em 35mm, entre eles “”OH DE CASA””, sobre Gilberto Freyre. / Em 1990 tem sua primeira experiência no suporte vídeo produzindo uma série de documentários sobre cultura popular. Entre 1991 e 1993 produziu o programa semanal “”Pernambucanos da Gema””, com 30 minutos de duração exibido pela TV Pernambuco. Somando essas duas experiências com a realização de outros documentários, Kátia Mesel dirigiu, de 1990 a 1999, mais de 200 vídeos sobre a cultura de Pernambuco, em varias bitolas, formatos e gêneros. / Seu curta-metragem “”Recife de Dentro pra Fora””, 1997, é baseado em um poema de João Cabral de Melo Neto e conta com 26 prêmios em festivais nacionais e internacionais, entre eles, o prêmio de melhor fotografia no Festival de Gramado e o de melhor documentário no Festival Internacional de Curta Metragem de Bilbao – Espanha. / Em 2000, Kátia Mesel foi assistente de direção de Nelson Pereira dos Santos em “”Casa Grande e Senzala””, série de quatro vídeos sobre a obra de Gilberto Freyre, tema que ela já tinha abordado em “”Oh de Casa”” (1985), seu primeiro filme em 35mm. / Em 2011, estreou seu primeiro longa-metragem, “”O Rochedo e a Estrela””, documentário sob ótica dos cristãos novos que chegaram ao estado fugindo da Inquisição. Depois do longa, vieram: “”Rosana, Casa Comigo?”” e “”Mamãe Comeu Minha Vida””.

  • Filmografia:Viva O Outro Mundo (1970/1972, Super 8, 5’), Rotor (1972, Super 8, 15’), Caboclinho (1973, Super 8, 10’), Festa Dos Finados (1974, Super 8, 10’), O Dia Do Espantalho (1974, Super 8, 15’), Névoas Da Madrugada (1974, Super 8, 10’), Iaô de Oxum(1975, Super 8, 10’), Itamaravilha (1976, Super 8, 10’), Pedra Do Ingá (1976, Super 8, 12’), Bangue (1978, Super 8, 18’), Sulanca (1986, 35mm, 40’),Bangue (1987, Super 8), Os Romances de Dona Olinda Olanda (1988, 35mm, 1988), Recife de dentro pra fora (1997, 35mm, 15’),Dar Realidade Ao Sonho (2000, 16 mm, 8’), AlaindêXirê(2008, Digital, 10’30’’), Azulejos (2008, Digital, 4’33’’), Caboclos Gigantes (2008, Digital, 10’), Galinha À Cabidela (2008, Digital, 4’30’’), Garrafada(2008, Digital, 4’), Jóias(2008, Digital, 10’40’’), O Rochedo E A Estrela (2011, 35mm, 85’).”

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