O Nascimento de Vênus – Parte 1

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Foto de Emilly Luciana Barbosa

Procurei uma nota…mas foi impossível classificar estas três apresentações de “O Nascimento de Vênus”, pois abriu-se um portal que nos transportou para outras dimensões e reverberou tanto dentro de mim que eu tive que externar estes sentimentos.

Já no início Filipe manda o seu recado… “Minha canção, minha canção/ Vai acender o teu silêncio como um raio”, e assim começa minha viagem que, logo na segunda canção, “Adoração”, me transporta para o ano de 2013, onde ali mesmo naquele teatro me (re)encontrei com a voz que mudaria tudo em mim. É uma emoção sem tamanho ver a sua metamorfose de lá pra cá e o quanto o seu show ainda me encanta como se fosse a primeira vez.

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Foto de Emilly Luciana Barbosa

A apresentação transcorre com um “tiro” atrás do outro, me deixando, literalmente, de queixo no chão com tamanha beleza e plenitude (não que eu me admire, pois do Catto eu nunca espero pouco). Em “Torrente”, eu dei a volta em todo o sistema solar. Que música do caralho, que força, que mantra! “Força divina / Que move Todo o tempo / Pela Rosa dos Ventos / Transborde-me em Natureza / Dos abismos, das sereias”. Minha vontade era de sair pulando e cantando pela plateia(isso ocorreu na terceira apresentação e foi muito FODA).

Acredito que “O Nascimento de Vênus” não pode ser explicado, ele deve ser vivido, pois posso discorrer sobre cada canção do show e ainda assim não conseguir explicar o amor e a magnitude por trás deste espetáculo. Vênus nasceu, transcendeu e arrebatou a todos.

Filipe emana amor, alegria, confiança, entrega,diversão, prazer e tesão por aquilo que ele faz e isso transparece e eleva ainda mais a sua arte. E continuamos assim, “seus súditos ávidos”. E que venham mais O (re)Nascimento de Vênus” para o nosso deleite.

Chuva dourada a todos!

(Texto e fotos de Emilly Luciana Barbosa)


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Foto de Emilly Luciana Barbosa

Sabe quando você vê aquele filho crescendo, se transformando e te dando o maior orgulho? Ou ainda aquele irmão mais novo que você percebe que está descobrindo habilidades novas, se divertindo com isso e fazendo tudo certinho, como deve ser? É um pouco disso que sinto em relação a Filipe Catto. No segundo semestre desse ano vai fazer 5 anos que acompanho de perto, com muita atenção, a carreira dele e, de lá pra cá, tenho observado muita evolução, modificações e uma transmutação inacreditável. Daquele rapaz meio tímido e que só usava figurinos fechados e de mangas compridas pouco restou (Thank God!). O que se viu nesses três dias de “O Nascimento de Vênus”, no palco do Sesc Vila Mariana, foi um artista pleno. Alguém totalmente consciente de seu papel, com absoluto domínio sobre sua arte e em total harmonia com seu público crescente. Para esse espetáculo, Filipe ousou assumir a direção e roteiro, o que me remeteu a um show seu, ano passado, no Sesc Tijuca, quando tive o privilégio de estar na passagem de som e observar como ele já ensaiava seus passos para dirigir um show. Me recordo do cuidado com que ele trabalhava, junto com o técnico de luz, a iluminação que desejava para o espetáculo. Colocou a produtora no seu lugar, em frente ao microfone e ficou testando o que desejava em termos de combinação de cores e tons. Sempre com o maior respeito e cuidado no trato com o profissional envolvido. Me lembro que pensei na hora: ele já está se preparando para dirigir seu próprio show. E eis que na semana passada vejo tudo que imaginei acontecendo. Em “O Nascimento de Vênus”, nome do espetáculo que lança o cd “Catto”, Filipe experimenta uma nova banda (com exceção de Michelle Abu) que de forma coesa e harmônica faz o “parto” desse novo artista que vimos nascer, crescer e se transmutar.

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Foto de Emilly Luciana Barbosa

Filipe fez um show enxuto, redondo, com um roteiro/cenário impecável e figurinos leves que transportam o expectador a um mundo de sonhos e delírios de onde não se deseja voltar, embalados que somos por sua voz potente, afinada, de alcance imenso e cada vez mais cristalina. Ele hipnotiza a plateia, que viaja junto com ele e nem sente o tempo passar.

Eu vejo um artista totalmente seguro de si e dono de sua carreira.  Sabendo onde e como quer chegar.  É maravilhoso ser testemunha desse (re)nascimento.  Obrigada, Filipe por nos dar esse privilégio.  Tenha a certeza que eu, assim como todos que te acompanham e te admiram estão contigo.  Vamos juntos construir esse mundo novo que queremos.  A arte nos conduz e ilumina.  Nos palcos e fora dele. O planeta Vênus é nosso.

(Texto de Klaudia Alvarez)

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Foto de Emilly Luciana Barbosa

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