Memória: David Bowie

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Quando David Bowie morreu, uma reportagem dizia: “Morreu o roqueiro, o cantor de funk, de soul, de disco, o produtor. Enfim, morreu um artista completo”. Assim partiu alguém que deixou um legado e muita influência a milhões de pessoas, de todas as idades e gêneros, em muitos cantos do mundo. Ele tinha uma total sintonia com seu tempo e por isso as constantes mudanças, inúmeras facetas de um ser tão revolucionário e atemporal. Diante de sua obra, fica difícil não usar superlativos para falar sobre esse artista.

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Foto: Divulgação

David Bowie nasceu David Jones, filho da classe média operária inglesa, e aos poucos foi trazendo uma aristocracia que lhe parecia natural. Uma elegância que chocava, uma irreverência que gerava admiração. Quando era crime ser gay, ele aparece como uma figura andrógina. Em cada projeto em que se comprometia a realizar, criava um personagem diferente. Aproximou-se do jazz, da arte experimental, das artes visuais e do teatro – atitudes que ninguém ligado ao rock fazia na época. Percebeu a importância da disco music, e a abraçou, quando o gênero era desprezado e considerado coisa de pretos e de bichas. Foi o artista símbolo dos anos 70 e 80, época que proclamava o espírito livre e experimental e que Bowie é a expressão maior. Sua música, sua expressividade, a arte, tocavam seus fãs de forma plena e acolhedora. Assim, seus seguidores sentiam, de fato, a liberdade sendo vivida e se viam representados por esta diversidade que ele trazia e espalhava ao universo. Sua experiência estética teve papel fundamental para que tais influências e representatividade se fizessem presentes e respeitadas, numa sociedade onde o diferente sempre foi reprimido, tachado de esquisito e/ou bizarro.

Cerca de cinquenta anos após seus primeiros lançamentos, até seu último álbum, intitulado Blackstar (2016), Bowie foi vanguardista e pioneiro de sua contemporaneidade como musicista e artista, influenciando ainda hoje uma geração de designers, escritores, músicos e artistas de diferentes setores.

Texto por: Christina Eloi e Erick Figueredo.

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