Papo Afinado: Dadi(A Cor do Som) Carvalho

Google fotos – Sem crédito de autor

Dadi Carvalho é multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor. Começou sua carreira nos anos 70, no grupo Novos Baianos e formou A Cor do Som, que atua até hoje. Junto com Paul Ralphes fez a direção do primeiro disco de Filipe Catto – FÔLEGO – que completou 10 anos. FCEF tem o prazer de conversar com Dadi! Agradecemos a ele a gentileza de aceitar nosso convite pra esse “Papo Afinado”.

FCEF – São mais de 40 anos na estrada. Com certeza foram muitos momentos memoráveis. Tem como você citar um que o marcou bastante em sua carreira?

DC – Minha participação nos Novos Baianos foi uma universidade musical e de vida pra mim. Foi muito interessante. O começo da minha carreira profissional. Eu estava com 19 anos e a gente morava junto e tocava o dia inteiro e isso foi muito incrível. Aprendemos também a dividir tudo, porque a gente juntava o dinheiro que ganhava pra banda sobreviver ali. Foi incrível. Só tenho que agradecer.

FCEF – Em 2014 você lançou um livro de memórias. Fale-nos um pouco deste projeto.

DC – Eu sempre contei para amigos várias histórias engraçadas que aconteceram na estrada da música e sempre alguém falava que eu devia escrever um livro, contando esses casos, e como a música entrou na minha vida. Um dia comecei a escrever e tudo veio muito rápido. E minha irmã (Losinha Tapajós) me ajudou nisso porque ela corrigia para mim, corrigia o português ( ela era socióloga), até que o livro saiu, contando esses casos.

FCEF – Seu novo trabalho solo está saindo do forno. O que os fãs podem esperar dele?

DC – “Todo Vento” é meu terceiro álbum de estúdio. Eu tenho mais um gravado ao vivo e estou super feliz porque contei com a ajuda de vários amigos músicos e poetas, Arnaldo Antunes, Fausto Nilo, Ronaldo Bastos, Rita Lee e músicos americanos amigos, Jesse Harris, Jeremy Goots, que tocou bateria e meus amigos italianos. Eu tenho uma banda na Itália chamada Inventa Rio. Esses músicos são incríveis: Ferrutti Spinetti, Giovanni Checarelli, Francesco Petreni. Eles participaram de uma música, o Jeff de outra, então eu estou muito feliz com o resultado, com as músicas, e espero que todo mundo goste.

FCEF – Qual o segredo para manter um grupo trabalhando junto por mais de 40 anos?

DC – A Cor do Som é uma banda que a gente fez e somos super amigos. Eu, meu irmão Mu, Armandinho, Ari, Gustavo, e a gente adora se encontrar no palco, para tocar e vem sempre uma onda muito boa e vamos fazer isso sempre que puder, a gente adora. A Cor d Som nos dá esses momentos mágicos. Lançamos agora um álbum, todo instrumental. O nome é “Álbum Rosa”, que foi até indicado para o Grammy Latino de 2021. A gente tá feliz com isso.

FCEF – Em 2011 você dirigiu o CD “Fôlego”, de Filipe Catto. Como foi? Você também tocou em várias faixas do disco, assim como o outro diretor, Paul Ralphes.

DC – Foi! Eu conheci o Filipe assim. O Paul Ralphes me convidou para produzir, junto com ele, o disco do Filipe e a gente se encontrou aqui no Rio. Filipe é um astral maravilhoso, uma simpatia e uma voz incrível, né? Uma afinação… A gente foi pra São Paulo, gravar lá no estúdio. Muito bom trabalhar com o Filipe, o pessoal da banda dele. Tudo fluiu muito tranquilo. Depois a gente veio pro Rio, o Paul trabalhou algumas coisas aqui e me sinto super honrado por ter ajudado o Filipe no primeiro álbum dele, um talento muito grande. O Filipe tem uma voz incrível e uma personalidade segura. Foi muito legal e fico feliz em ver Filipe e sua carreira crescendo.

FCEF – A gravação de “Dois Perdidos” foi uma sugestão sua?

DC – O Filipe quis ouvir algumas músicas minhas e um dia toquei algumas pra ele. Na hora ele se ligou em “Dois Perdidos”, que é uma parceria minha com o Arnaldo Antunes, letra incrível do Arnaldo e a gente gravou e adorei o resultado, acho que Filipe cantou lindamente.

FCEF – O Clipe de “Dois Perdidos” foi feito na mesma época da gravação do “Fôlego”?

DC – O clipe foi feito depois da gravação do disco. Eu já não participei tanto do clipe. Só admiro. Ficou muito legal.

FCEF – Passados 10 anos, como você vê, hoje, a carreira do Filipe?

DC – O Filipe é um talento da música feita no Brasil. Uma novidade maravilhosa e está ai. Já tem 10 anos! Que loucura, passou tão rápido. Eu vejo a carreira dele sempre crescendo, ele se reinventando sempre. Fico orgulhoso de ter participado do primeiro trabalho dele e vendo ele agora aí. É isso. Filipe Catto é muito, muito incrível.

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