Papo Afinado: Ava Rocha

Foto de Alexandre Cassiano
Foto de Alexandre Cassiano
AVA ROCHA  é uma das artistas mais incríveis dessa geração que vem surgindo na nossa música para provar que ela continua a cada dia mais forte e sendo renovada de uma forma  especial.
Lançando seu primeiro disco solo, Ava vem fazendo shows pelo Brasil e conquista a cada dia mais admiradores.  Filipe Catto em Foco conversou com a artista e agradece a gentileza dela em conversar conosco.
FCEF-Quando e como você descobriu que a música era a sua praia?

Não sei se é minha praia, acho que é a mais a minha onda, ou mais a minha mata.
FCEF-Ser filha de um gênio abriu ou fechou portas?
Meu pai sempre me ensinou a ter coragem e liberdade. A estética do sonho é um texto que é uma porta libertária. Então com Glauber são portas abertas sempre!
FCEF-Fale-nos sobre o seu primeiro disco – ainda com a Banda.
Um disco onírico, livre, amante, dançante, ondulante, marítimo e sutilmente explosivo e sensorial. Construído a partir do desejo de criar e não executar. Um disco natural, reflexo de um encontro entre artistas sintonizados no desejo da liberdade e da invenção.
FCEF-Como é fazer parte de uma geração de tantos talentos que estão surgindo na música brasileira?
A gente tá vivendo um momento de revalorização da invenção em tudo. Ser inventivo hoje é uma questão de sobrevivência, não só de devir artístico e posicionamento no mercado. Então quanto mais gente criando, agindo, inventando, seja na música ou em qualquer outro campo da vida, significa que estamos a caminho de um novo momento. Ou seja é maravilhoso pois assim, contradizendo o nosso tempo, não estamos tão sozinhos.
FCEF-Ava Patrya Indya Yracema. Seu primeiro disco solo.  Como nasceu?
Nasceu dos meus desejos, dos meus filmes internos, da minha poesia, do meu canto, de ser mãe, de amar e ser amada, das minhas tristezas, das minhas memórias, das mais recônditas, do meu cinema, enfim.
FCEF-Você ganhou recentemente o prêmio de revelação da música brasileira do Multishow.  Como foi a experiência?
Foi legal e foi normal. Qualquer reconhecimento é bom e fico com vontade de agradecer sobretudo aos que em mim votaram, retribuir essa escolha. Fosse multishow ou um prêmio de uma mostra de cinema do interior do Brasil, prêmios são reconhecimentos, significa muita coisa. Pra mim essa é a importância de qualquer prêmio. Do ponto de vista do mercado, da projeção, faria mais diferença se fosse não apenas ações de marketing, mas propulsoras realmente, que não haja um prêmio que seja reflexo de um ambiente competitivo, mas que se celebre sempre a explosão criativa que o Brasil vive na música.
FCEF- Participação nos vocais de “Do fundo do coração” no disco Tomada – de Filipe Catto.  Como rolou o convite e a realização?
Fiquei muito honrada do Filipe me chamar, porque ele poderia ter chamado qualquer cantora, e isso significou muito pra mim. Eu o acho um cantor maravilhoso, sensível e corajoso, e sobretudo coerente com o que ele quer fazer, o que cantar, dono do seu canto e de sua vontade.
FCEF-Algum plano futuro de projeto junto com Filipe Catto?
Estamos planejando talvez fazer um clipe e com ele vou até o fim do mundo.

Para saber mais: Site Oficial de Ava Rocha

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