Memória: Elvis Presley – 38 anos de Falecimento

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Reprodução Internet

UM REI NUNCA PERDE A MAJESTADE

“Cresci em uma casa muito musical, assim como minha mãe. Tudo que ela aprendeu com seus três irmãos fez questão de me ensinar. Desde Pantera, Metallica até o Elvis Presley, que, como ela diz, era “o moço bonito que via nos filmes que um de seus irmãos levava para casa”.

Vou voltar um pouco na história: minha mãe é filha única de um casal que já tinha dois filhos cada. Meu avô, João, tinha o Edson e o Emerson e minha avó, Jeanete, o Celso e a Luci. Desde sempre, meus tios mostraram músicas para minha mãe; minha avó cantava modas sertanejas e meu avô tinha música em seu corpo. Elvis encantava pelo modo de mexer seus quadris e os joelhos em uma dança que, ele e, somente ele, poderia realizar. Dança essa que ela tentava reproduzir no espelho do seu quarto.

Ela cresceu com esse som e eu cresci vendo minha mãe curtir esse som. A primeira vez que ela teve contato com a história desse ídolo foi no filme póstumo Elvis & Me, adaptado do livro biográfico de sua esposa, Priscilla Presley que conta vida, carreira e conturbações do Rei do Rock. Um pouco mais tarde, minha mãe passou a admirar por completo o grande artista que Elvis foi, com todos os seus defeitos e vícios.

Conversei com minha mãe nos últimos dias pra poder entender melhor esse amor que eu sempre vi, mas não conhecia a história. Minha conclusão é que sim, Elvis The Pelvis, foi uma das figuras mais marcantes da adolescência dela. Uma recordação marcante foi a notícia sobre  o falecimento de Elvis de um colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, que espelhava a vida que o Rei levava. É lógico que, como todos os seus fãs, ela era fascinada por qualquer reportagem que mostrasse imagens e ligações póstumas, muito tempo associadas à teoria de que Elvis foi tirado de circulação para poder ter uma vida sem vícios. Uma vida saudável, uma recuperação. Mas isso nunca foi e nem será provado.

Elvis nasceu em 8 de janeiro de 1935, único sobrevivente de um parto de gêmeos. Minha mãe ficava encantada por pensar que poderiam existir dois homens com tal beleza. Priscilla Presley foi seu grande amor, apesar da relação conturbada e de mil casos amorosos. Era cativante em cima do palco, tinha uma legião de fãs doentes de amor e tratava todas com carinho. Saía para turnês com Johnny Cash e Jerry Lee, ícones da época do nascimento do rock’n’roll. Foi, e sempre será considerado, o Rei do Rock, Elvis The Pelvis, um homem lindo, que encantava a todos com jeito galanteador, presente nas telinhas do cinema.

“Ele deixou, pra mim, um legado e eu me emociono mesmo. Eu posso ver 10 vezes um show e eu vou me emocionar do mesmo jeito, eu vou chorar, faz parte de mim. Eu acredito que se ele morreu ou não, naquela época, ele vive dentro de mim, sabe? E vive dentro dos fãs que o acompanham. Eu o guardo no coração. Elvis não morreu. É uma coisa que a gente carrega no peito, um rei nunca perde a majestade!” Diz, por fim, minha mãe já com os olhos marejados de lágrimas.

Texto: Thainá Contessotto

É difícil encontrar uma pessoa que foi pré-adolescente nos anos 60 e que não era apaixonada por Elvis Presley.  Talvez apenas quem vivesse em um local sem nenhum recurso e sem cinemas. Em 1963, eu tinha 7 anos de idade e morava em Copacabana, no Rio de Janeiro.  Não perdia nenhum filme novo de Elvis que sempre eram exibidos no Metro Copacabana, na avenida do mesmo nome. Aquele sorriso e sobretudo as mexidas dos quadris me encantavam.  Sem falar no levantar de uma das sobrancelhas. Claro que a música também era importante, mas para uma menina que começa a descobrir a vida e observar a beleza do sexo oposto, Elvis era o ser mais perfeito do planeta. Os musicais açucarados, cheios de aventura e normalmente com as imagens paradisíacas do Havaí, misturadas com carros esportivos e gente bonita dançando na praia era tudo que eu gostava de assistir.

O tempo passou, os Beatles chegaram e de certa forma Elvis caiu para segundo plano na minha preferência musical, mas sempre esteve ali. Me recordo de uma das primeiras transmissões, via satélite, feitas no Brasil. Era o show de Elvis em Las Vegas, se não me engano.  Assisti, encantada.

O dia de sua morte, assim como o de outras personalidades marcantes, que a gente nunca esquece, não sei exatamente o porquê, me deixou muito triste.  Lembro, como se fosse hoje.  Eu chegava ao prédio da Faculdade de Letras , onde fazia o 3º ano, quando uma das colegas me avisou: você viu que Elvis morreu? Era 16 de agosto de 1977. Exatos 38 anos atrás, e me lembro, nitidamente, da minha reação. Sentei no banco de madeira da sala de aula e fiquei olhando pro vazio.  É engraçado “perder” alguém que você nunca viu pessoalmente, mas por causa do poder que a Arte tem, parece ser seu amigo ou parente muito querido. Lógico que acompanhei tudo que a mídia noticiou e fiquei triste por algum tempo.  Mas como já falei, a Arte tem um poder imenso e nenhum artista “morre” de verdade. Quando a saudade aperta, basta ver os filmes, assistir aos shows gravados e acima de tudo ouvir as canções e sentir que aquela voz estará sempre por perto, basta querer e apertar a tecla play.

Texto: Klaudia Alvarez

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