Memória: Amy Winehouse!

Você pode até não gostar, mas sem dúvidas admite o talento único que Amy Winehouse possuía.

Você, com certeza, já cantarolou o refrão de seu maior hit “Rehab”, já sofreu ouvindo “Back to Black”, já quis cantar pra alguém “You Know I’m No Good” e já quis dar uns conselhos amorosos sobre o conturbado relacionamento entre ela e Blake Fielder-Civil – o cara que inspirou Back To Black -, mas hoje eu venho contar algumas coisas sobre a artista e sobre seus medos, receios e vida. Vou contar isso com o carinho de uma fã que sou e que sente uma saudade imensa da cantora.

Amy Winehouse nasceu no dia 14 de setembro de 1983, segunda filha do casal Mitchell e Janis, cresceu numa família Israelita – até que bastante convencional – no norte de Londres. Desde muito nova teve contato com discos de Jazz, e com as músicas de grandes ídolos que seu pai cantarolava. Esse contato foi definitivo para a construção da artista que ela se tornaria. Aos nove anos, sua avó a incentivou a se matricular num colégio para adquirir técnicas de canto; aos dez montou sua primeira banda de hip hop – o jazz começou a perder espaço para o rap e o pop em sua pré adolescência – até que Amy descobriu a soul music.

Aos 16 anos, Amy cantava e tocava sua guitarra pelos pubs e bares de Londres e após criar muita coragem e alguma experiência, gravou algumas fitas e mandou para gravadoras. Em 2003, conseguiu um contrato com a Island Records para gravar seu álbum de estreia: Frank.

Ele atingiu as grandes paradas do Reino Unido, arrecadando até meados de 2005 indicações em grandes premiações. Após finalizar seu trabalho com a Frank, a cantora ficou longe das mídias por alguns meses. Em 2006, as atenções dos tabloides se voltaram novamente para Amy, que mudou totalmente seu visual ao aderir um estilo mais anos 50 e 60. Em outubro de 2006, seu segundo CD foi lançado, Back to Black.

Pode-se dizer que Back to Black foi a obra prima de Amy Winehouse, foi por ele que sua música rodou o mundo inteiro e conquistou corações com o próprio coração despedaçado de Amy. Foi sua fase mais conturbada, onde toda e qualquer notícia era publicada pelos grandes tabloides. Fase que os grandes escândalos estouraram e seu nome, cada vez mais, fazia sucesso por sua voz marcante. Mesmo após o término definitivo de seu relacionamento com Blake em 2009, Winehouse continuou numa profunda crise. Crise marcada pelas saudades de seu amor, pelas drogas que marcaram sua carreira e pela solidão. Até chegou a se envolver com outro rapaz, o cineasta Reg Traviss, com quem se relacionou até o dia de seu óbito, 23 de julho de 2011, aos 27 anos.

Existem inúmeros palpites e pontos de vista sobre a artista que Amy Winehouse foi e eu vou dizer como eu gosto de lembrar do ídolo que ela foi pra mim: Amy era uma pessoa tímida, insegura. Nos bastidores de seu DVD, ela explica o motivo do tamanho de seu penteado: quanto maior, mais insegura estava. Em um dos momentos que mais gosto de lembrar de seu carisma, é um festival – que infelizmente não consegui achar o registro. O tempo estava nublado e Amy pergunta para o público: ‘será que se eu cantar mais uma música o sol aparece um pouco pra nós?’. O público aplaude a cantora absurdamente e sua banda começa os primeiros acordes que logo foram acompanhados pela voz única que Winehouse possuía, quando a música estava pela metade, o sol apareceu tímido, assim como a cantora, e a fez sorrir de uma forma que fez todos acreditarem que sol em si estava dentro da cantora. Seu público a aplaudiu de uma forma emocionante.

É assim que Amy Winehouse deve ser lembrada, o sol tímido que quando aparecia encantava os corações e os fazia sentir todas as emoções que a própria cantora sentia.

Autoria: Thainá Contessoto

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