Memória: Raul Seixas

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Hoje faz 30 anos que o baiano, radicado em São Paulo, Raul Santos Seixas nos deixou.  Mesmo que você não goste das músicas dele, é impossível negar sua importância dentro da história musical brasileira. A princípio, como produtor da gravadora CBS, ele trabalhou com os maiores nomes da Jovem Guarda, entre eles, Jerry Adriani, de quem se tornaria grande amigo. Aliás, de amizade Raul entendia. Cultivou amigos que levaria pra vida inteira, entre eles, Edy Star, a quem convidou para viajar para o Rio de Janeiro e com quem produziu o antológico LP – A Grã Ordem da Sociedade Kavernista – Sessão das Dez – que contou também com a participação de Miriam Batucada e Sérgio Sampaio.

A apresentação de Raul Seixas no Festival Internacional da Canção – evento que nos anos 70 era assistido por quase todos os brasileiros – foi histórica e inesquecível. A mistura que ele fez de rock com baião em seu “Let me sing let me sing” foi tão impactante que lhe rendeu um contrato com uma grande gravadora da época.

Dali em diante os sucessos não pararam. Parcerias com o hoje famoso escritor Paulo Coelho, com Cláudio Roberto e incursões pelo esoterismo, magia, ufologia marcaram a carreira e as letras de Raul. Polêmicas também não faltaram e ao longo dos seus quase 30 anos de carreira, ele deixou uma marca inesquecível na MPB e uma legião enorme de fãs, que hoje vão se reunir em vários locais do país para juntos, celebrarem a obra dessa figura especial de nossa cultura e jamais deixar morrer o pedido que todos nós já ouvimos, pelo menos uma vez, em algum show: “Toca Raul!”

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