Papo Afinado: Marcelinho da Luz!

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Foto de Klaudia Alvarez

Marcelo Richard Matte, ou simplesmente- Marcelinho da Luz -como todos o chamam, trabalha em shows de Filipe Catto já faz algum tempo. Fundamental em um espetáculo, a iluminação é que dá o tom e direciona tudo que acontece em um palco. Aqui um pouco da trajetória desse profissional Paulistano  que torna os shows de Filipe mais especiais ainda.

FCEF – Quando foi que você descobriu que queria trabalhar com iluminação?

Marcelinho – Desde muito pequeno. Eu passava com minha mãe na porta de um teatro e ficava querendo entrar.  Como não tinha dinheiro para pagar a entrada, minha mãe pediu e conseguiu que eu entrasse com ela para assistir uma peça. Fiquei fascinado. Tinha uns 7 ou 8 anos. Logo comecei a trabalhar com o canhão de luz e depois fui para a área de luz e em seguida os shows. Mas cheguei a trabalhar em gráfica um tempo.

FCEF – Onde você começou a trabalhar profissionalmente?

Marcelinho – Comecei com uns 14 anos, fazendo a iluminação de peças infantis. Chapeuzinho vermelho, essas coisas (risos). Mais tarde, fui chamado para substituir o iluminador do Sesc Vila Mariana, que entrou de férias. O primeiro grande artista com quem trabalhei foi o Toquinho, em um show no Sesc Vila Mariana mesmo. Depois também trabalhei com  a Marina Lima, o Zeca Baleiro.

FCEF – Qual a formação que um iluminador precisa ter?

Marcelinho – Antigamente não tinha, mas hoje existe um curso na SP Escola de Teatro, na Bela Vista e no Brás também, se não me engano. São várias matérias como iluminação, cenotécnica, produtor, programador. A  pessoa vê qual a área em que se encaixa mais e depois desse curso tem que tirar um TRT, o registro profissional, exigido para trabalhar nos Sescs, para viajar com os artistas, etc.

FCEF – Qual a maior dificuldade técnica que você enfrentou em um trabalho e como superou isso?

Marcelinho – É uma luta, né? A tecnologia chinesa domina a área. Nas externas você pega muitos equipamentos chineses e às vezes eles dão conflito, problemas de potência, velocidade… Você vai gravar alguma coisa e o equipamento “engasga”. Tem também que saber conversar, lidar com os outros membros da equipe para que o show saia perfeito, com uma boa gravação. Lembro de uma ocasião em que eu estava trabalhando, montando o som, a iluminação e um dos técnicos disse que não dava para ligar. Era em uma área externa e dependíamos de led. Mas o técnico não queria colaborar.Aí fiz tudo sozinho e mostrei a ele que dava sim, para fazer! (risos)

FCEF – Como é trabalhar com Filipe Catto e a equipe dele?

Marcelinho – É ótimo! Trabalhar com Filipe, com Ricky, com a Sil é muito tranquilo. Eles entendem do assunto e passam muita segurança pra nós. Quando Ricky está dirigindo o show ele explica como quer as coisas e eu tento sempre visualizar o que está na cabeça dele e passar isso no show. Fazemos uma planta para adaptar ao tamanho do palco e o diretor mostra como quer  cada detalhe. Já estou há alguns anos trabalhando com Filipe e é tudo muito tranquilo e profissional.

FCEF – Você é contratado de alguma firma?

Marcelinho – Não, sou free-lancer e me chamam para fazer os trabalhos. Me encontrei totalmente nessa profissão e é isso que quero fazer pelo resto da vida. Quando o show vai começar e tenho que operar a mesa e tudo mais, é ali que me encontro. Gostar do que se faz é fundamental para desempenhar um bom trabalho e ter o retorno disso.

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