Memória: Amália Rodrigues!

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Foto de Ana Esquível -@Circa 1986

Amália da Piedade Rodrigues faria hoje 96 anos. Nascida em Lisboa, no dia 23 de Julho de 1920, Amália foi a maior fadista portuguesa, tendo também desempenhado papéis no teatro e cinema. Aos 15 anos vendia frutas no Cais da Rocha, e torna-se notada devido ao especialíssimo timbre de voz. Já conhecida no seu bairro pela sua bela voz, Amália integra a Marcha Popular de Alcântara (nas festividades de Santo António de Lisboa) de 1936.
Estreia no teatro de revista em 1940, como atração da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. Mais tarde, em 1944, Amália Rodrigues contracena com Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Em Setembro, chega ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas, para atuar no Cassino Copacabana. Aos 24 anos, Amália já tem um espetáculo concebido exclusivamente para ela. A recepção é de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas estende-se para 4 meses. É convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos, tornando-se assim uma estrela internacional.

Apoiada por vários artistas nacionais e internacionais, Amália Rodrigues recebe o seu maior apoio de António Ferro, o encarregado pela propaganda e artes do Estado Novo de Salazar.

Um dos grandes impulsos internacionais foi a sua participação nos espetáculos de apoio às tropas, inseridos no Plano Marshall. Este programa selecionava os melhores artistas dos países aliados para animar as tropas estacionadas no estrangeiro.
Em termos nacionais, Amália já era conhecida como a Rainha do Fado, pela forma como atualizou o fado rural, dando novo fôlego à arte portuguesa.
Meio exilada após o 25 de Abril, Amália concentra a sua carreira em excursões internacionais, voltando a Portugal já mais para o fim da sua vida. É condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Mário Soares.

A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre em sua casa, com 79 anos, poucas horas depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. Imediatamente, Primeiro-ministro António Guterres decreta Luto Nacional por três dias. Como reconhecimento da sua fama e carinho pelo povo, compareceram no seu funeral centenas de milhares de lisboetas e portugueses de todos os pontos do País.

Originalmente sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, Amália foi transladada para o Panteão Nacional, onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade.

Fonte: http://www.diario-universal.com

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