“Quando escutei Filipe pela primeira vez, estava na estrada e tive que parar o carro no acostamento, fiquei ali perplexo com a sonoridade cristalina de sua voz.
Seu timbre, seu repertório, acessaram um lugar dentro de mim que me remeteu aos nossos ídolos dos anos 70, aqueles que nos arrebataram, nos jogaram na estrada, para fora de nossas casinhas paternas, ON THE ROAD, nos embarcaram naquele VAPOR BARATO para nunca mais olharmos para trás. Depois fui com Ney Matogrosso assisti-lo em seu show no Teatro Net, e vendo-o pessoalmente meu coração pulou pra fora, Ney me cutucava sussurando em meu ouvido; muito bom! Lá estava ele, no palco que outrora fora o templo do underground, o Terezão, e com ele a energia daqueles tempos se apoderou do teatro, um raio de esperança, de que o sonho não tinha acabado nos invadiu, e a emoção se derramou. Semana passada experimentei a alegria de vê-lo cantar no Dzi Croquettes, bem ali juntinho da gente, totalmente dzi, totalmente tribal, totalmente arrebatador. Já nem digo cantor, porque ele é muito mais que um simples cantor, e nem sei se ele já sabe disso, tão jovem que é, mas digo aqui que Filipe é um artista de primeira grandeza, dono de uma voz única, dele mesmo, de um modo de cantar dele, de um carisma que seguramente o levará ao podium dos nossos grandes ídolos nacionais.”
